Palavra Pastoral

 A JANELA

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Um casal, recém-casados, mudou-se para um bairro muito tranqüilo. Na primeira manhã que passavam na casa, enquanto tomavam café, a mulher reparou através da janela em uma vizinha que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido:

– Que lençóis sujos ela está pendurando no varal!
– Está precisando de um sabão novo, Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!

O marido observou calado.
Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e a mulher comentou com o marido:

– Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que a ensine a lavar as roupas!

E assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal.
Passado um mês a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis muito brancos sendo estendidos e empolgada foi dizer ao marido:

– Veja, ela aprendeu a lavar as roupas, será que a outra vizinha ensinou? Porque eu não fiz nada.

O marido calmamente respondeu:

– Não, hoje eu levantei mais cedo e lavai os vidros da nossa janela!

E assim é: tudo depende da janela, através da qual observamos os fatos. Antes de criticar, verifique se você fez alguma coisa para contribuir; verifique seus próprios defeitos e limitações.
Devemos olhar, antes de tudo, para nossa própria casa, para dentro de nós mesmos.
Só assim poderemos ter real noção do real valor do nosso amigo.

Lave sua vidraça. Abra sua janela.
Nós somos preciosos aos olhos de Deus.

Que Ele nos abençoe.
Rev. Carlos Rios.
Rev. Carlos Rios

Palavra Pastoral

Na verdade, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir. Hb 13.14

 PEREGRINO

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                       Ouvimos a todo instante a expressão “estamos aqui nesta terra só de passagem”. Muitos não entendendo isto lutam desesperadamente, batalham arduamente para acumularem para si cada vez mais bens materiais. Muitos sequer utilizam as riquezas que lhes chegam às mãos para momentos de lazer e de felicidade.

            Nós, entretanto, que somos cristãos compreendemos bem o sentido da palavra peregrino. Podemos ter uma frota de caminhões, centenas de bens móveis, imóveis, e semoventes, muito recursos materiais e financeiros, bastante dinheiro no banco, mas nada disso levaremos para as mansões celestiais. Sabemos que apenas estamos no mundo, porém dele não somos.

            O peregrino não tem aqui na terra morada permanente, mas está sempre em caminhada. O peregrino sabe que não vai a nenhum lugar para ficar para sempre, pois sua última parada é o céu. O estrangeiro não busca o seu sucesso, ou a sua glória no lugar para onde foi enviado, mas procura dar frutos onde foi plantado, digno da missão que Deus lhe confiou, procurando sempre glorificar o seu Senhor.

            Fomos para Maceió pretendendo criar raízes, ainda que temporárias, ou seja até a volta do Senhor Jesus. Fomos para Maceió sabendo que a igreja que estávamos dirigindo não era nossa, mas do nosso amado Senhor Jesus Cristo. Fomos para a Terra dos Marechais sabendo que éramos apenas mordomos de Cristo, servos de um bom Salvador, sempre almejando servi-lo com integridade, entusiasmo e valor. Com os corações inflamados, sempre com fé trabalhamos, e fomos por Deus ajudados em tudo consagrando nossas vidas a Jesus.

O tempo passou, três e quatro meses. Começamos num auditório Maceió Mar Hotel, gentilmente cedido pelo seu proprietário e  hoje temos, pela misericórdia de Deus uma igreja estabelecida. Uma igreja com uma Paróquia e duas missões, a  Missão da Fé em Matriz de Camaragibe/Al em andamento e a Missão da Vitória, ainda em fase missão embrionária, na parte alta da cidade.

Aprendemos muito juntos. Pastoreamos e fomos pastoreados. Erramos muitas vezes, mas Deus sabe que sempre procuramos honestamente acertar porque a igreja é do Senhor Jesus. Vocês são testemunhas do que Deus fez em nossos corações e no coração dos demais irmãos da igreja. Como Ele com o seu poder nos mudou, nos moldou e deu nova forma e nova consciência cristã.

Nosso Pastor de verdade amados é Jesus Cristo. Nele nós podemos confiar inteiramente. Nele nós  podemos colocar nossa fé irrestrita, porque Ele não falha e jamais falhará. Foi Ele e não nenhum de nós, Seus pastores humanos, que deu a vida para resgatar o homem. Foi Ele que morreu na cruz pelos pecados de todos nós. Portanto, irmãos devemos olhar sempre para Ele, devemos caminhar sempre com Ele, devemos andar sempre nos seus ensinos, porque homens erram, mas Jesus nunca errou, não erra e não jamais errará.

Entretanto, Ele achou por bem contar com alguns de nós para pastorearmos o seu rebanho, as suas ovelhas. Ovelhas precisam de um pastor que as ajude a caminhar, a peregrinar nesta terra. Ovelhas precisam de um pastor presente em suas vidas para nas horas de angústia as colocarem nos braços e as embalarem até a dor passar, até a dor amainar. Ovelhas precisam de um pastor amigo, amado e carinhoso que as ensine o caminho que devem seguir e que esteja com elas em todas as horas, sejam de alegrias ou de tristezas.

Peregrinamos, Pr Pedro, Jannes e Pedro Manoel por um pouco de tempo entre vocês. Não tivemos a possibilidade de estar mais assiduamente com vocês. Não pudemos, por força da distância que nos separa estar presente nas suas vidas. Sofremos com isto, pois sabemos da necessidade de cada um de contar com o pastor nas horas de aflição e de alegria. Então é chegada a hora de partir, uma vez que Deus tem levantado um servo seu com condições de dirigir a igreja e ir morar em Maceió.

Estamos tristes. Nossos corações apertados, morremos um pouquinho mais, mas Deus há de nos consolar. Deus na sua infinita sabedoria não nos está permitindo ficar, permanecer em Maceió como sempre brincamos dirigindo a igreja, até os 94 anos. Consolamo-nos com as palavras do apóstolo Paulo que diz: “eu plantei, Apolo regou, mas Deus é quem dá o crescimento.” 

Por outro lado, estamos alegres porque sabemos que o melhor de Deus para nós está por vir. Porque sabemos que vocês, que fazem a igreja de Maceió,  a Paróquia da Esperança, são do Senhor Jesus e Ele vai cuidar de todos vocês.

Queridos, como peregrinos, sempre chega a hora triste de dizer adeus.
Último adeus? Não! Sempre será o penúltimo porque em Cristo viveremos para sempre.

Agradecemos de coração por nos amarem tanto.
Tenham certeza nunca nos esqueceremos de vocês.

Com carinho,
Rev. Pedro Neves, Jannes e Pedrinho

Palavra Pastoral

“Pois assim diz o Senhor à casa de Israel: Buscai-me, e vivei”
(Amós 5:4).

Precisando De Tudo

Paulo Roberto Barbosa

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Um pastor, puxando conversa com um pequeno menino, perguntou se ele costumava orar todas as noites. “Não, senhor,” respondeu a criança, “nem todas.” “E por que não?” continuou o pastor. “Porque há noites em que eu não preciso de nada.”

É possível que nós, cristãos adultos, costumemos agir à semelhança do menino de nossa ilustração. Buscamos a Deus, chegamos mesmo a chorar em Sua presença, clamamos com intensidade e insistência, mas apenas nos dias ou momentos de grande necessidade. Deus tem sido, para nós, um socorro nas horas de angústia e aflição, e Ele o é mesmo, para todos. Mas, não é somente isso.

Deus deseja estar ao nosso lado em qualquer situação. Quer consolar-nos nas horas difíceis e alegrar-se com a nossa alegria. Quer conduzir-nos pela estrada das conquistas e assistir, com grande regozijo, todas as nossas vitórias.

Quando buscamos a Deus em todos os momentos, não apenas asseguramo-nos de que cada passo dado terá a aprovação e companhia do Senhor, como valorizamos aquilo que somos e fazemos, porque o brilho do Pai será constante em todos os dias de nossas vidas.

Um coração cheio da graça do Senhor conduz-nos, com segurança, à realização de todos os sonhos e nos faz, independente disso, viver a felicidade que tanto almejamos.

Quando abdicamos da presença do Senhor por não estarmos diante de necessidades ou grandes lutas, perdemos a oportunidade de ser abençoados nos dias comuns, onde julgamos que tudo vai bem e não percebemos que ao lado do Senhor tudo seria bem melhor. Deixamos de alcançar grandes realizações porque nos conformamos com a vida insípida e vazia que a ausência das provações nos impõe. Pela falta de fracassos, deixamos de comemorar grandes conquistas.

Deus quer fazer de você uma bênção e não apenas livrar sua vida de problemas.

Segundo seu próprio testemunho, Paulo Roberto Barbosa é crente no Senhor Jesus desde de o ano de 1974. Perdeu sua esposa em 1993, depois de 15 anos de casado. Ordenado pastor pelo Reverendo Márcio Valadão, da igreja da Lagoinha, contribuiu na abertura de igrejas nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Por um descolamento de retina ficou cego em 1990, encontrando a partir daí todas as dificuldades possíveis para continuar seu trabalho de evangelista. Persistente e confiando em Deus lutou até encontrar um meio que continuar sendo útil ao ministério do Senhor Jesus.

Hoje, graças ao seu esforço e a misericórdia do Senhor Jesus, o pastor Paulo nos abençoa com preciosidade como a descrita acima.

Com carinho.

Rev. Pedro Neves

Palavra Pastoral

“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, visto que todos pecaram”.
(Rm 3.23-24; Rm 5.12)

PECADO: INSUBMISSÃO

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Continuando através de nosso boletim a reflexão sobre algumas doutrinas que consideramos fundamentais para o nosso viver cristão hoje comentaremos sobre o Pecado.

O que é pecado?

Pecado é insubmissão a Deus.

Em um primeiro momento é a nossa rejeição ao amor de Deus que traz consequências funestas para a humanidade. Num segundo momento andar em pecado é ultrajar o governo soberano de Deus. Viver em pecado é caminhar independente da vontade de Deus ignorando seus ensinos e mandamentos expressos nas Sagradas Escrituras, Sua revelação especial para nós.

Quando surgiu o pecado?

Deus fez o homem puro, santo e reto. Portanto, o  pecado é um elemento estranho à natureza original do ser humano. Adão não foi criado por Deus, pecador, mas se tornou pecador pelo exercício de seu livre arbítrio, ao se rebelar contra o mandato do Senhor. O pecado como diz a Palavra de Deus entrou no homem, ou seja, não veio com o homem desde que foi criado.

Ainda que muitos indivíduos não creiam na Bíblia Sagrada; ainda que muitas pessoas desprezem o relato da queda do homem mencionado nas Escrituras; ainda que para alguns Adão e Eva façam parte apenas da mitologia hebraica nós temos motivos de sobra para crer que o pecado se originou na desobediência de nossos primeiros pais.

Ao pecar Adão introduziu a morte na raça humana, pois pecado e morte estão entrelaçados como diz o texto bíblico: “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” (Rm 3.23) O pecado, a queda, veio a ser a herança maldita de todos nós pertencentes a raça humana (Rm 5.12-21). Todos os que foram nascidos em Adão são pecadores e por seu intermédio herda a corrupção dele oriunda, em consequência herdam a morte física e a morte espiritual.

Ao pecar o homem Adão tornou a humanidade e toda a criação corrupta.  Corrompidas humanidade e criação é necessário restauração. Pecando o homem perverteu por completo a natureza humana, bem como todo o Universo. Ao perverter-se o homem viu seu coração destituir-se do amor de Deus e sua consciência e espírito serem corrompidos.

O pecado de Adão é a árvore que produz muitos frutos que podem ser considerados hereditariamente, ambientalmente e circunstancialmente, bem como pelas possibilidades de nossas quedas em tentação quando temos uma disposição mental e espiritual enfraquecida.

Logicamente, como todos pecamos em Adão iniciamos nossas vidas com a necessidade de um elo que faça a religação entre nós e o nosso Deus. O que é religião, senão a necessidade de uma religação da humanidade com Deus? Como então faremos esta religação?

Deus, nosso Pai de amor, preparou um Salvador capaz de fazer novamente a religação a Ele. Enquanto o pecado de Adão trouxe para nós a morte, a morte de Jesus Cristo nos trouxe a vida. O que a humanidade fez para merecer tal ato de amor?

Nada.

É como a Palavra de Deus nos diz que o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna. Que vamos fazer?

Aceitar Jesus Cristo, como nosso único e suficiente Salvador na certeza de que seu sacrifício nos livrou do pecado e da morte. Além disso, vamos nos esforçar para impedir que em nós a árvore do pecado cresça, dê e aumente seus frutos com a ajuda de Deus.

Com carinho.

Rev. Pedro Neves
Rev. Pedro Neves

Palavra Pastoral

“Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder, porque Tu criastes todas as coisas, e por Tua vontade são e foram criadas”.
(Ap 4.11)

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A CRIAÇÃO: O HOMEM Continuando através de nosso boletim a reflexão sobre algumas doutrinas que consideramos fundamentais para o nosso viver cristão hoje comentaremos sobre a Criação. Para Alister McGrath a criação está relacionada à ordem cujo estabelecimento se dá pela ação de Deus no controle sobre o caos.  A natureza no contexto da Bíblia (Antigo Testamento) não é divina, pois Deus criou a lua, o sol, e as estrelas dEle destacados, apesar da adoração que lhes prestavam os antigos. Diversas abordagens foram feitas por filósofos e teólogos ao longo dos tempos. Para os gnósticos havia uma diferença entre o Deus que redimiu a humanidade e o deus (demiurgo – forma inferior de divindade) que criou o mundo. Outro debate se concentrou em torno da criação ex nihilo (a partir do nada). Para os gregos, Deus não criara o mundo, antes deveria ser considerado como arquiteto, responsável pela organização da matéria pré-existente. A matéria já se encontrava presente no universo e não precisou ser criada, mas apenas se lhe dar uma forma e estrutura definidas. Portanto, Deus era considerado como aquele que dera forma ao universo a partir de matéria já existente. (Platão)

Este entendimento não ficou restrito aos gregos. Antes foi incorporado por gnósticos, bem como por teólogos cristãos que diziam crer na preexistência da matéria, que teria sido transformada, assumindo a forma do universo atual. Ou seja, a criação não ocorreu ex nihilo, mas como uma atividade de construção à partir do que já existia. (Justino e Orígenes)

Já no final do século IV a maioria dos teólogos cristãos tinham rejeitado a abordagem de Platão e defendiam Deus como criador de todo o mundo, tanto o físico como o espiritual. Já no Concílio de Nicéia temos a declaração de fé no Deus criador do céu e da terra, nos domínios material e espiritual. Quando Deus cria o universo material e o universo físico Ele não só abrange a criação de corpos inanimados, mas também a dos corpos animados. Dentre estes, os homens são considerados como parte dessa criação. Entretanto, diferentemente do que a teoria da Evolução ensina não evoluímos para sermos humanos, mas fomos criados por Deus como seres humanos, homo sapiens.  Baseados no fato de que somos a coroa da criação de Deus cremos que:

1 – Há distinção entre Deus e sua criação.

2 – O Criador não se confunde com a criação.

3 – Fomos criados à imagem e semelhança de Deus.

4 – Fomos criados deliberadamente e não acidentalmente.

5 – Fomos criados por um Deus pessoal, inicialmente um só indivíduo.

6 – Somos composição de matéria física usada por Deus na feitura do Universo.

7 – Deus, o oleiro, nos criou do pó da terra e soprou em nós o fôlego de vida.

8 – Adão e Eva são personagens históricos e não mitológicos, uma vez que sua genealogia se estende até Cristo.

9 – Não nos originamos de um processo evolutivo aleatório, mas de um ato consciente e proposital de Deus.

10 – Fomos criados com a finalidade de adorar, louvar e glorificar a Deus.

11 – Fomos criados para amar a Deus sobre todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos.

12 – O homem após a queda deixou de refletir a glória de Deus, precisando, portanto, de restauração.

Portanto, queridos criados à imagem e semelhança de Deus nos esforcemos para refletir a glória que Ele, através de seu Santo Filho, nos permitiu alcançar.

Com carinho,
Rev. Pedro Neves
Rev. Pedro Neves

PALAVRA PASTORAL

Eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Auxiliador, outro Consolador, o Espírito da verdade, para ficar com vocês para sempre. O mundo não pode receber esse Espírito porque não o pode ver, nem conhecer. Mas vocês o conhecem porque ele está com vocês e viverá em vocês. (João 14.16)

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ESPÍRITO SANTO: DIVINO CONSOLADOR

Continuando através de nosso boletim a reflexão sobre algumas doutrinas que consideramos fundamentais para o nosso viver cristão.
Hoje comentaremos sobre o nosso Divino Consolador: o Espírito Santo.

Quando os discípulos perceberam que logo deixariam o convívio com o amado mestre Jesus ficaram entristecidos porque se sentiram desprotegidos. E agora? Perguntavam uns aos outros para onde iremos se só Ele tem a palavra da vida eterna, a palavra que nos conforta e dá vida.

Perder a convivência diária com um super homem que solucionava tudo num simples “estalar de dedos” e passar a viver novamente suas vidinhas lhes parecia terrível. Perder o contato do amigo que curava leprosos, dava vista aos cegos, fazia paralíticos andarem, com uns poucos pães e peixinhos alimentava multidões, ressuscitava mortos com seu simples falar e com grande poder acalmava tempestades lhes era muito penoso.

E o que dizer de, num tempo de brutalidades, injustiças e violência, perder um Senhor que falava de amor, de fraternidade, de compaixão, de socorro, de cuidados com as viúvas, os pobres e os órfãos e, de um novo reino de justiça e paz que seria implantado por ele na terra.

Por tudo isto, ouvir Jesus dizer que estava indo embora foi motivo de muita dor e tristezas para os seus discípulos. Mas, Jesus os consola dizendo que pediria ao Pai, e Ele enviaria outro Consolador para estar para sempre com eles e complementa, portanto, não se turbem e nem se perturbem, só creiam.

E Ele enviou mesmo outro Consolador para estar com os discípulos. Teria este Consolador as mesmas características de Jesus? Exceto por não estar encarnado o Espírito Santo:

1-    Como Jesus, é Deus (At 5.3-4), Senhor (2 Co 3.18), Eterno (Hb 9.14), Onipresente (Sl 139.7-12), Onisciente (1 Co 2.10), e Onipotente (Lc 1.35).

2-    Como Jesus, é Um com o Pai, de acordo com a bênção apostólica (2 Co 13.13) e a fórmula batismal (Mt 28.19).

3-    Como Jesus, é dado a cada verdadeiro filho de Deus e com ele vem habitar como num templo (Rm 8.9, 1 Co 6.19).

4-    Como Jesus, é fonte de água viva (Jo 3.8) e rio transbordante (Jo 7.38-39).

5-    Como Jesus, é uma pessoa que fala (1 Tm 4.1, Ap 2.7); ouve (Jo 16.13); se entristece (Ef 4.30); ama (Rm 15.30); tem vontade própria (1 Co 2.11); ensina (Jo 14.26); testifica (Jo !5.26); intercede (Rm 8.27); conhece (1 Co 2.11); convence (Jo 16.8); guia (Jo 16.13); e revela (1 Co 2.10).

6-    Como Jesus, é guia em toda a verdade (Jo 16.13).

7-    Como Jesus Ele é o Advogado (1 Jo 2.1), que é a mesma palavra grega para Consolador, para que se nele andarmos termos plenitude de poder, amor e alegria (Gl 5.16-22)

Amados é o Espírito Santo que convence o homem do pecado de não crermos em Jesus, da aceitação do penhor do sangue de Jesus para a nossa justiça  e do juízo futuro para a definição do destino de cada um de nós.

Portanto, queridos adoremos a Deus, a Jesus Cristo e ao Espírito Santo, Trindade Eterna maravilhosa e indissociável.

Com carinho,
Rev. Pedro Neves
Rev. Pedro Neves

Palavra Pastoral

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.
Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado”.
(Mc 16.15-16)

A MISSÃO DA IGREJA (Parte 2)

A Jornada Mundial para a Juventude (JMJ) está acabando. O papa Francisco está nos deixando com seu carisma, sua simplicidade e sua cordialidade. Entre nós esteve desde 23 de julho de 2013. Apesar dos incidentes, normais em quaisquer eventos de grande porte, a jornada foi um sucesso, pelos menos em termos de mídia, aproveitamento político, sublimação dos nossos problemas.

E em termos de cumprimento da missão da igreja?

Como nós protestantes, episcopais, carismáticos, reformados e evangélicos podemos avaliar o evento? Podemos analisar que houve algum ganho para o evangelho no Brasil com a JMJ? Ou, será que a jornada foi apenas um evento histórico para o nosso país? Ou, será significou mais do que isto?

Estávamos assistindo o jornal televisado de uma grande emissora nacional e nos surpreendemos com a reportagem sobre o namoro santo praticado por jovens romanistas. Nossa surpresa não foi por entender que isto não deveria ser assim, porque assim a Bíblia ensina, mas por perceber que um movimento silencioso ganha voz e vez pela presença do Papa.

Afinal este movimento não é novo. Os jovens evangélicos que durante tanto tempo assim procederam foram taxados de caretas, de atrasados, de paranoicos, de carolas, enfim de tudo o que se pode ofender uma pessoa quando dela discordamos e, não aceitamos e não obedecemos as ordenanças da Bíblia Sagrada.

Ouvindo os jovens pertencentes ao movimento “namoro santo” fomos transportados para a saudosa cidade de Curitiba, nos idos de setenta, quando éramos membros da Igreja Evangélica Assembléia de Deus e tivemos contato com o livro “Mais puro que o diamante”, de J. C. Ferrières. O livro ensinava a necessidade de sermos castos e santos em nossos namoros e noivados.

A juventude romanista não sabia disso àquela época? Será que somente agora, quarenta anos depois, a presença da Papa fez esse resgate bíblico? Sua afirmação, citada no boletim da semana passada por nós, enfatiza o ensino bíblico de que sexo fora do casamento não é certo. Logo este parece ser um ensino antigo da igreja.

O que os jovens declaram nas suas entrevistas não tem nada a ver com o que muitos clérigos romanos e protestantes hoje aceitam. Para nos adaptarmos a novos tempos e enchermos nossos templos, aceitamos muita coisa ainda que ela contrarie a Palavra de Deus, quando não, fazemos uma exegese e uma hermenêutica das escrituras que desajusta o que foi ajustado por Deus na sua divina revelação.

Qual a consequência dessa consciência dos jovens?

Logo eles estarão casados e buscarão ser fiéis no casamento. Demonstrarão com exemplos pessoais a seus filhos que os casados devem ser fiéis no relacionamento, pois adultério é pecado e que quem os comete não está obedecendo a Deus. Ensinarão o namoro santo a seus filhos dizendo que se são tão bem casados é porque souberem esperar pela hora certa de consumarem o casamento.

Outro aspecto da conscientização dos jovens romanistas é que eles estão empenhados em partilhar a Palavra de Deus, orar juntos e obedecer aos mandamentos da Bíblia Sagrada. Reconhecem a Deus como “nosso pilar maior” e estão buscando as coisas lá do alto.

Só por isto nos damos por satisfeitos pela visita do Papa. Como escrevemos no boletim da semana passada a leitura bíblica, o compartilhamento da meditação, e a oração mudarão completamente, temos certeza, a igreja romana jovem do Brasil.

Oremos amados para que pelos seus caminhos o Senhor levante a Segunda Testemunha do Apocalipse para o enfrentamento dos problemas brasileiros de modo digno e bíblico.

À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo a Palavra de Deus é porque não há luz neles.

Com carinho,
Rev. Pedro Neves
Rev. Pedro Neves