Palavra Pastoral

ERA RICO E NÃO SABIA!

era rico e nao sabia

Um homem descontente com a sorte queixava-se de Deus:
– Deus dá aos outros as riquezas, e a mim não dá coisa alguma. Como é que posso ser feliz nesta vida, sem possuir nada?
Um companheiro seu, ao ouviu estas palavras, perguntou-lhe:
– Acaso você é tão pobre quanto diz? Deus não lhe deu, porventura, saúde e mocidade?
– Não digo que não, até me orgulho bastante da minha força e da minha juventude.
– Trocaria sua saúde e sua mocidade por dinheiro?
– Não!

 O homem, então, pegou na sua mão direita e lhe perguntou:
– Você venderia sua mão direita, deixaria que a cortassem por um bom dinheiro?
– Não, de jeito nenhum!
– E a esquerda?
– De jeito nenhum!
– E seus olhos, você os venderia, ficaria cego pelo resto da vida por uma “bolada”?
– Não daria nem um olho por dinheiro!
– Veja – observou o velho – quanta riqueza Deus lhe deu e você ainda se queixa?

“Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, mas sim o Espírito que provém de Deus, a fim de compreendermos as coisas que nos foram dadas gratuitamente por Deus.”
(I Coríntios 2.12)

Que tipo de riqueza estamos procurando?

 Nós somos preciosos aos olhos de Deus.

 No amor de Cristo, Rev. Carlos Rios
Rev. Carlos Rios

Palavra Pastoral

Buscando Milagres

milagres

“Quando já ia chegando à descida do Monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos, regozijando-se, começou a louvar a Deus em alta voz, por todos os milagres que tinha visto” (Lucas 19:37).

Perguntaram a um índio no Arizona como era seu relacionamento com Deus e, especialmente, o que sentia quando orava. A sua resposta foi: “Quando oro, sinto como se minha vida fosse um pequeno fosso de irrigação sendo levado a um rio poderoso.” E quando, em oração, eu percebo que estou bem próximo de Deus, parece que a água daquele rio vem ao meu encontro e se derrama sobre mim, inundando todo meu ser, nesse instante, eu sinto bem forte o poder e a presença de Deus.

O que temos sentido quando buscamos a presença de Deus? E  oque temos sentido quando não lembramos de procurá-Lo?  Temos tido experiências marcantes em nossa vida de oração, podendo testemunhar que a oração é a alavanca que move os milagres do Senhor ou continuamos incrédulos e frios exatamente porque não nos movemos em direção Àquele que pode fazer grandes maravilhas?

Eu me lembro dos meus tempos de juventude quando na escola aprendia sobre Jeca Tatu. Ele vivia dizendo que a sua terra não produzia nada e passava horas deitado em sua rede.  Ao ser perguntado sobre o que plantava, respondia que não plantava nada. É claro que a terra não poderia produzir coisa alguma! Na vida espiritual acontecem coisas semelhantes.  Muitos não creem nos milagres do Senhor e nem nas respostas às orações. Mas como poderão saber se Jesus atende as orações e opera milagres se jamais o buscam e nunca separam um tempo para falar com Ele?

Você quer saber se Jesus pode ajudar-lhe a realizar seus sonhos e operar os milagres de que necessita?

Pare um pouco de correr e fale com Ele em oração. Ele está esperando por você.

 Nunca esqueça: Sua vida é preciosa para Deus!

Que o Deus trino, Pai, Filho e Espírito Santo nos abençoem sempre. Amém!

Rev. Carlos Rios
Rev. Carlos Rios

Palavra Pastoral

Na verdade, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir. Hb 13.14

 PEREGRINO

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                       Ouvimos a todo instante a expressão “estamos aqui nesta terra só de passagem”. Muitos não entendendo isto lutam desesperadamente, batalham arduamente para acumularem para si cada vez mais bens materiais. Muitos sequer utilizam as riquezas que lhes chegam às mãos para momentos de lazer e de felicidade.

            Nós, entretanto, que somos cristãos compreendemos bem o sentido da palavra peregrino. Podemos ter uma frota de caminhões, centenas de bens móveis, imóveis, e semoventes, muito recursos materiais e financeiros, bastante dinheiro no banco, mas nada disso levaremos para as mansões celestiais. Sabemos que apenas estamos no mundo, porém dele não somos.

            O peregrino não tem aqui na terra morada permanente, mas está sempre em caminhada. O peregrino sabe que não vai a nenhum lugar para ficar para sempre, pois sua última parada é o céu. O estrangeiro não busca o seu sucesso, ou a sua glória no lugar para onde foi enviado, mas procura dar frutos onde foi plantado, digno da missão que Deus lhe confiou, procurando sempre glorificar o seu Senhor.

            Fomos para Maceió pretendendo criar raízes, ainda que temporárias, ou seja até a volta do Senhor Jesus. Fomos para Maceió sabendo que a igreja que estávamos dirigindo não era nossa, mas do nosso amado Senhor Jesus Cristo. Fomos para a Terra dos Marechais sabendo que éramos apenas mordomos de Cristo, servos de um bom Salvador, sempre almejando servi-lo com integridade, entusiasmo e valor. Com os corações inflamados, sempre com fé trabalhamos, e fomos por Deus ajudados em tudo consagrando nossas vidas a Jesus.

O tempo passou, três e quatro meses. Começamos num auditório Maceió Mar Hotel, gentilmente cedido pelo seu proprietário e  hoje temos, pela misericórdia de Deus uma igreja estabelecida. Uma igreja com uma Paróquia e duas missões, a  Missão da Fé em Matriz de Camaragibe/Al em andamento e a Missão da Vitória, ainda em fase missão embrionária, na parte alta da cidade.

Aprendemos muito juntos. Pastoreamos e fomos pastoreados. Erramos muitas vezes, mas Deus sabe que sempre procuramos honestamente acertar porque a igreja é do Senhor Jesus. Vocês são testemunhas do que Deus fez em nossos corações e no coração dos demais irmãos da igreja. Como Ele com o seu poder nos mudou, nos moldou e deu nova forma e nova consciência cristã.

Nosso Pastor de verdade amados é Jesus Cristo. Nele nós podemos confiar inteiramente. Nele nós  podemos colocar nossa fé irrestrita, porque Ele não falha e jamais falhará. Foi Ele e não nenhum de nós, Seus pastores humanos, que deu a vida para resgatar o homem. Foi Ele que morreu na cruz pelos pecados de todos nós. Portanto, irmãos devemos olhar sempre para Ele, devemos caminhar sempre com Ele, devemos andar sempre nos seus ensinos, porque homens erram, mas Jesus nunca errou, não erra e não jamais errará.

Entretanto, Ele achou por bem contar com alguns de nós para pastorearmos o seu rebanho, as suas ovelhas. Ovelhas precisam de um pastor que as ajude a caminhar, a peregrinar nesta terra. Ovelhas precisam de um pastor presente em suas vidas para nas horas de angústia as colocarem nos braços e as embalarem até a dor passar, até a dor amainar. Ovelhas precisam de um pastor amigo, amado e carinhoso que as ensine o caminho que devem seguir e que esteja com elas em todas as horas, sejam de alegrias ou de tristezas.

Peregrinamos, Pr Pedro, Jannes e Pedro Manoel por um pouco de tempo entre vocês. Não tivemos a possibilidade de estar mais assiduamente com vocês. Não pudemos, por força da distância que nos separa estar presente nas suas vidas. Sofremos com isto, pois sabemos da necessidade de cada um de contar com o pastor nas horas de aflição e de alegria. Então é chegada a hora de partir, uma vez que Deus tem levantado um servo seu com condições de dirigir a igreja e ir morar em Maceió.

Estamos tristes. Nossos corações apertados, morremos um pouquinho mais, mas Deus há de nos consolar. Deus na sua infinita sabedoria não nos está permitindo ficar, permanecer em Maceió como sempre brincamos dirigindo a igreja, até os 94 anos. Consolamo-nos com as palavras do apóstolo Paulo que diz: “eu plantei, Apolo regou, mas Deus é quem dá o crescimento.” 

Por outro lado, estamos alegres porque sabemos que o melhor de Deus para nós está por vir. Porque sabemos que vocês, que fazem a igreja de Maceió,  a Paróquia da Esperança, são do Senhor Jesus e Ele vai cuidar de todos vocês.

Queridos, como peregrinos, sempre chega a hora triste de dizer adeus.
Último adeus? Não! Sempre será o penúltimo porque em Cristo viveremos para sempre.

Agradecemos de coração por nos amarem tanto.
Tenham certeza nunca nos esqueceremos de vocês.

Com carinho,
Rev. Pedro Neves, Jannes e Pedrinho

Criança

“Jesus, porém vendo isso, indignou-se e disse-lhes: Deixai vir a mim os pequeninos e não os impeçais, porque dos tais é o reino de Deus.” (Mc 10:14)

CRIANÇA

Meus filhinhos vocês acreditam que um dia eu fui criança?

Um dia eu imaginei coisas. Naveguei por mares bravios. Lutei com a terrível Moby Dick, uma baleia branca enorme que após ser ferida várias vezes enfurecida atacou meu barco baleeiro até destruí-lo. Juro eu não queria morrer, mas também não queria que ela morresse.

Lutei com terríveis inimigos que queriam invadir e dominar a terra. Salvei a terra junto com o Superman contra Lex Luthor. Como detetive mirim evitei a destruição de Tóquio junto com Tarô, um extraterrestre que caiu na Terra, gritando para o pai dele no espaço que os humanos eram legais. Viajei na nave do capitão William Buck Rogers.

Construí meus próprios brinquedos. Fiz bola de meia com sobras de tecidos, bem costuradinha para não arrebentar. Montei cavalo de madeira para o Zorro cavalgar, de restos de uma vassoura e pedaços de uma garrafa “PET?”. Construí televisão, de restos de caixas de caixa de papelão e papelão celofane. Fiz pipa multicolorida. Porém, minha maior criação foi um jogo de xadrez, de pedaços de cabo de vassoura. Era horrível, mas servia ao propósito de jogar e ensinar meus irmãos mais novos.

Como criança, meninas e meninas, o pastor Pedro acreditava que tudo era possível. Mesmo nos dias mais tristes eu era inesquecivelmente feliz. Mesmo nos sonhos em que morria de medo quando uma grande águia me pegava e saía voando comigo pelos céus de minha terra. Lá do alto eu via tudo lindo. Não tinha medo de nada, exceto de escuro e de cair lá do cimo das montanhas da Serra da Mantiqueira (Pico dos Marins – 2420 metros de altitude) do bico da minha águia

Tinha muito pouco, mas dividia o que possuía com os outros irmãos e com algum amigo que inesperadamente chegava. Água no feijão e sopa de pedras foram inventadas há muito tempo lá em casa pela minha querida e amada mamãe.

Era forte diante de quaisquer obstáculos que impedisse minha caminhada, não importavam o tamanho deles. Tinha certeza que os venceria mesmo que tivesse que chorar para conquistá-los.

Meus filhos, eu tinha muitos amigos. Cada nome que vocês nem imaginam. Joaquim Oreia Mágica, Conde, Zé Peito de Pombo, Japa, Bujão, Moleque, Pança, Stone Face, amigos que entre outros tantos fizeram comigo muitas coisas boas.  Tive amigos dos quais nem me lembro o nome, porque ser criança é fazer amigos antes de saber como eles se chamam, ou nunca saber como eles se chamam.

Na igreja respondia todas as perguntas da irmã Sulamita. Irrequieto, levava cada carão.

Como vocês eu amava ir a nossa igreja e ouvir falar dos heróis da Bíblia como Josué, Davi, Otoniel, Gideão e do maior deles todos, Jesus de Nazaré. Não entendia muito bem porque Ele era o maior se Ele nunca lutou com ninguém e nunca ergueu a mão para guerrear com alguém, nem ao menos para se defender, porém a professorinha da escola Bíblica Dominical que eu frequentava todo o domingo dizia que Ele era o maior. Então para ela ele era, mas para mim …

Senti dor também. Tudo que era alegria um dia se transformou em tristeza e lamento. Minha vovó morreu. Entrei para vê-la depois de uma viagem cansativa e desesperadora em que minha mãe chorava desconsoladamente. Todos choravam. Comecei a chorar. Um dos meus tios chegou perto de mim e disse que a vovó tinha ido para o céu. Pronto, parei de chorar e adentrei o céu, o paraíso em que ninguém mais morreria, onde não haveria lágrimas.

Meus filhos aproveitem essa fase da vida. Brinquem muito, corram muito, soltem muita pipa, joguem muito. Faça de todos os dias o dia mais feliz da vida de vocês. Filhinhos se eu pudesse nunca deixaria de ser criança. Mas, eu precisei deixar. Vim experimentar outras coisas na vida que Deus na sua infinita misericórdia tinha para mim.

Meus paroquianinhos vivam cada minutinho de suas vidas com toda a intensidade porque ser criança é uma brincadeira sem fim.
Vivam brincando porque até o reino de Deus é de vocês.
Feliz Dia das Crianças!

Com muito carinho,
Rev. Pedro Neves

Eleições

“Aí Jotão disse: — Uma vez as árvores resolveram procurar um rei para elas. Então disseram à oliveira: ‘Seja o nosso rei.’  E a oliveira respondeu: ‘Para governar vocês, eu teria de parar de dar o meu azeite, usado para honrar os deuses e os seres humanos.’  Aí as árvores pediram à figueira: ‘Venha ser o nosso rei.’  Mas a figueira respondeu: ‘Para governar vocês, eu teria de parar de dar os meus figos tão doces.’  Então as árvores disseram à  parreira: ‘Venha ser o nosso rei.’ Mas a parreira respondeu: ‘Para governar vocês, eu teria de parar de dar o meu vinho, que alegra os deuses e os seres humanos.’ Aí todas as árvores pediram ao espinheiro: ‘Venha ser o nosso rei.’  E o espinheiro respondeu: ‘Se vocês querem mesmo me fazer o seu rei, venham e fiquem debaixo da minha sombra. Se vocês não fizerem isso, sairá fogo do espinheiro e queimará os cedros do Líbano’…”
(Jz 9.8-15)

ELEIÇÕES

Será verdade que a Bíblia tem orientação para todas as ocasiões? Há algum texto bíblico que nos orienta com relação à escolha dos nossos representantes nas Câmaras Municipais no dia 07 de Outubro de 2012?

Em Juízes 9.7-15 encontramos a Parábola das Árvores que trata de uma eleição especial. As árvores procuravam um rei e abordaram a figueira com seus doces figos, a videira com seus cachos de uvas deliciosos, e a oliveira com seu óleo precioso, para que reinasse sobre elas, mas as três recusaram a honra.

Não havendo árvore frutífera e boa para reinar sobre as árvores, elas procuraram o espinheiro. Ele prontamente aceitou o convite e comicamente, convidou todas as árvores a refugiarem-se sob sua sombra.

Contudo, ele as ameaça de destruição pelo fogo que dele sairia se fosse preterido, fazendo uma apropriação indevida de um poder que não possuía. Poder, que não era do espinheiro, mas oriundo de uma série de fatores que levavam os espinheiros, no verão palestino a pegarem fogo, serem consumidos velozmente ameaçando árvores mais nobres como o cedro do Líbano.

Jesus nos diz que de espinheiros é impossível se colher uvas e de pés de urtiga não se pode obter figos; que árvore boa produz bom fruto e a má, mau fruto; e que pelos frutos conheceremos as árvores, os homens. (Mateus 7.16-20)

Temos candidato (a) para as eleições municipais? Quais os critérios usamos para escolhê-los? Caro irmão, podemos escolher bem o nosso prefeito e o nosso vereador se atentarmos para o que Jesus de Nazaré nos ensina.

Vamos analisar bem o nosso candidato antes de votar. Vamos verificar se ele é espinheiro ou uma oliveira, uma figueira ou uma videira, ou seja, uma árvore frutífera. Se nós concluirmos que o nosso candidato é um espinheiro vamos mudar para não queimar nossos votos num dos muitos escândalos que virão através dele. Mas, não nos deixemos levar pelos boatos maldosos, vamos procurar confirmar se são fatos.

Se concluirmos que nosso candidato é uma árvore frutífera e seus frutos são bons cumpramos nosso dever de cidadania com prazer, com a certeza de que pelos próximos quatro anos ele será, pela misericórdia de Deus, uma sombra protetora e refrescante em nossas Prefeituras e nossas Câmaras de Vereadores, e não um oportunista qualquer buscando se locupletar.

Como leciona Martin Luther King, “o que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”. Então nos levantemos, com nosso voto, bem alto nossa voz e no próximo domingo elejamos figueiras, oliveiras e videiras, verdadeiramente comprometidas com a ética e a cidadania.

Amados, tenhamos todos uma boa eleição na Paz de Cristo!
E, que Deus nos abençoe e a nossa pátria!

Com carinho,
Rev. Pedro Neves