Palavra Pastoral

 A JANELA

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Um casal, recém-casados, mudou-se para um bairro muito tranqüilo. Na primeira manhã que passavam na casa, enquanto tomavam café, a mulher reparou através da janela em uma vizinha que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido:

– Que lençóis sujos ela está pendurando no varal!
– Está precisando de um sabão novo, Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!

O marido observou calado.
Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e a mulher comentou com o marido:

– Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que a ensine a lavar as roupas!

E assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal.
Passado um mês a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis muito brancos sendo estendidos e empolgada foi dizer ao marido:

– Veja, ela aprendeu a lavar as roupas, será que a outra vizinha ensinou? Porque eu não fiz nada.

O marido calmamente respondeu:

– Não, hoje eu levantei mais cedo e lavai os vidros da nossa janela!

E assim é: tudo depende da janela, através da qual observamos os fatos. Antes de criticar, verifique se você fez alguma coisa para contribuir; verifique seus próprios defeitos e limitações.
Devemos olhar, antes de tudo, para nossa própria casa, para dentro de nós mesmos.
Só assim poderemos ter real noção do real valor do nosso amigo.

Lave sua vidraça. Abra sua janela.
Nós somos preciosos aos olhos de Deus.

Que Ele nos abençoe.
Rev. Carlos Rios.
Rev. Carlos Rios

Cursilho da Cristandade

“Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo e quem não crer será condenado”.  (Mc 16.15 -16)

CURSILHO DA CRISTANDADE

Permitindo Deus, a Paróquia da Esperança em Maceió realizará o seu Primeiro Cursilho da Cristandade. O Cursilho misto acontecerá no Quilombo Park Hotel, em União dos Palmares-AL, no período de 22 a 25 de novembro de 2012.

Alguns perguntam: “O que é o Cursilho?”

O Cursilho é simplesmente uma forma de evangelização com o objetivo de:

1- Levar pessoas a Cristo, nosso Amado Salvador.

2- Buscar aqueles que hoje se encontram afastados do caminho do Senhor.

3- Promover uma renovação da fé cristã naqueles que professam ser cristãos não praticantes.

4- Influenciar a sociedade através da mudança de comportamento daqueles que, ao participarem do movimento cursilhista, deram uma “trombada” com Jesus.

5- Aumentar no homem o grau de intimidade com a Trindade Eterna através da oração.

6- Aumentar no homem o grau de fé e confiança em Deus através da leitura bíblica e meditação cotidiana.

7- Mostrar que o amor de Deus pode ser praticado pelos homens se eles assim o desejarem.

8- Mostrar aos homens que todos são iguais, fracos, falhos e imperfeitos, mas que Deus os amou a ponto de dar seu Filho Unigênito por amor de nós.

9- Proporcionar um efetivo encontro com Jesus de Nazaré.

10- Ser um momento especial de confissão e arrependimento dos erros do passado na certeza de que Deus não só os perdoa como lança no mar do esquecimento todo o pecado que cometemos.

Venham participar conosco deste momento tão glorioso. Se você que lê este post ainda não fez o cursilho, nos procure pelos telefones da igreja.

Se você já fez o cursilho, lembre-se “Domingo tem mañanita” em União dos Palmares, Estado de Alagoas, no Quilombo Park Hotel.

Que Deus nos ajude!
Com carinho,
Rev. Pedro Neves

Ventos e Tempestades

Quem é este que até o vento e as ondas do mar repreende e eles lhe obedecem?
(Lc 8.25)

VENTOS E TEMPESTADES

Um dia eu estava caminhando na praia e ventava muito. Observando os coqueiros notei que a maioria deles cedia à força do vento e vergavam-se para trás. Ao se vergarem expunham seus frutos quando suas palmas eram jogadas de um lado para o outro. Ficando desprotegidos, os seus frutos apareciam por completo.

Frutos pequenos e mirrados, mas que estando à frente, enfrentavam os ventos. Parecia que nos coqueiros existia uma força que os fazia não se render completamente à força dos ventos. O vento lutava contra eles, esforçava-se por derrotá-los, mas os coqueiros mesmo cedendo à força impetuosa e contrária dos adversários, não se deixavam derrotar e nem se davam por vencidos. Quando o vento arrefecia os coqueiros retornavam às suas posições. Eles se empertigavam novamente e expunham toda a exuberância e “altaneiridade” que um alto coqueiro pode apresentar.

Amados, os ventos, as tempestades e as tormentas também se levantam contra nós. Eles não escolhem idade, sexo, religião, etnia, condição social, econômica e política. Todos nós estamos sujeitos a qualquer momento de ter que enfrentá-los.

Qual tipo de vento lhe atingiu? Pelos ventos da intolerância? Da incompreensão? De desgraças pessoais? Descobriu que seu filho está se drogando? Recebeu a notícia que sua filhinha amada está com câncer e que não há remédio para curá-la? Descobriu que seu marido ou esposa está lhe traindo? Perdeu um ente amado num acidente automobilístico? Está vendo seu filho morrer e nada pode fazer? Perdeu um parente que você amava assassinado? Perdeu seu emprego? Seu filho foi seqüestrado? A depressão está tomando conta de seu ser? Sente sua saúde vulnerável? São os ventos fortes e impetuosos.

Às vezes queridos, como coqueiros frágeis, nos vergamos à força dos ventos. Nossos frutos, como amor, bondade e resignação outrora grandes, sem as lutas, aparecem agora em meio à tormenta, pequeninos e envergonhados, quando não, apresentamos frutos como o desespero, a angústia, o abatimento e a frustração, a falta de fé e a descrença em tudo. Envergonhados, sentimos o sabor da derrota e perdemos toda a esperança no futuro.

Entretanto, a força dos ventos da vida, as lutas do dia a dia, as tempestades que se abatem sobre nós e as doenças que levam nossos entes queridos não podem nos abater se temos a certeza e convicção da presença de Jesus de Nazaré conosco. Choramos, clamamos, esgarçamos nossas almas, mas seu afetuoso amor preenche o vazio arrancado de nós nos dando consolo e paz.

Depois de Jesus repreender a tempestade e as violentas ondas do mar veio a calmaria. Então, estupefatos seus discípulos perguntam “quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem?”.  Ele pela força do seu poder acalmou o mar e a tempestade, trazendo a bonança e os discípulos continuaram a atravessar o mar com segurança.

Ele é aquele que compreende porque nos vergamos quando os ventos vêm; porque às vezes quase desistimos de tudo; porque ficamos tão abatidos que pensamos não ter mais condições de continuar a lutar; porque clamamos que já não temos forças para prosseguir; e porque nos sentimos ante a dor tremenda derrotados, acabados e nem percebemos que Ele está do nosso lado.

Por que Jesus compreende isto? Porque veio a terra como homem e aqui viveu como homem. Nesta terra  Ele passou fome, frio, emoções, alegrias e tristezas, viu seus amigos doentes, sentiu a dor da mãe que perdeu o filho. Viu seu amigo morrer e chorou como qualquer um de nós. Vivendo aqui tomou todas as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si.

Jesus Cristo é o mesmo amados. Ele não mudou. Continua acalmando as tempestades e a força dos ventos.

Neste maravilhoso dia que o Senhor fez se aproprie da seguinte mensagem profética: Eis que eu darei a você forças para vencer os ventos e você poderá continuar a atravessar o mar em segurança. Como os coqueiros, enquanto você estiver vivo, deverá lutar contra os ventos, mas não desista porque você pode contar com a minha ajuda.

Com carinho,
Rev. Pedro Neves