Palavra Pastoral

Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher,
e os dois se tornarão uma só carne.
(Ef 5.31)

PROJETO FAMÍLIA DE DEUS

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Estamos começando em nossa igreja um evento denominado Projeto Família de Deus. Dentro dessa perspectiva, nos reunimos ontem, sábado, pela misericórdia de Deus no primeiro acontecimento do projeto: um encontro quinzenal de casais.

Compreendemos ser necessário realizar esse evento por que a família é a célula matter da sociedade e o diabo e seus partidários estão fazendo de tudo para destruí-la, usando a maioria dos meios de comunicação de nosso país para promover uma ampla divulgação de debates e notícias que em nada contribuem para a solidificação da família.

Assuntos que ao contrário, criam dúvidas em nossos filhos sobre valores seculares tanto de cidadania quanto de religiosidade, bem como contrariam nossos ensinos na busca de uma sociedade mais harmoniosa, mais amorosa e mais justa. Matérias que expõem a possibilidade de sucesso sem importar o preço, ou o custo para os indivíduos.

Então, se não buscarmos como cristãos preservar a família com um ensino bíblico correto, sadio, logo, logo não teremos possibilidade de viver sobre a terra, pois não teremos mais regras sociais que nos limitem, será o caos. Haverá um “vale tudo” social que nos fará retornar aos tempos anteriores ao dilúvio, onde a “maldade se multiplicará e toda a imaginação do coração será má continuamente.” Gn 6.5-7

Podemos viver assim? Podemos viver com isto?

Claro que não! Precisamos que a igreja do Senhor faça a diferença no mundo em que vivemos. Poucos ou muitos precisamos lutar para mostrar ao mundo que existe um jeito de ser e viver feliz sem ser nos prazeres do pecado. Precisamos proclamar ao mundo que somos “uma raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, chamados das trevas para sua maravilhosa luz.” (1 Pe 2.9)

Precisamos amados, com os nossos exemplos ser sal da terra e luz do mundo como recomenda Jesus de Nazaré no seu famoso Sermão da Montanha. Se não temperarmos a terra com nossas vidas, isto é se onde formos plantados pelo Senhor não fizermos a diferença de modo nenhum poderemos dizer que somos cristãos (pequenos cristos). Se não iluminarmos a terra com o reflexo da luz em nós, que é Jesus, de modo algum poderemos espantar as grandes trevas que se abatem sobre a humanidade.

O mundo precisa saber disto e ver isto em nós.

Como família podemos absorver e transmitir ensinamentos bíblicos que vão fazer a diferença nos ambientes por onde andarmos. Como família podemos ser a expressão dos valores divinos na terra. Como família podemos abençoar o mundo com nossas vidas.

Mas pode onde começar?

Quando deixamos as casas de nossos pais e nos unimos como homem e mulher num projeto de vida futura, damos início a uma família, um projeto de Deus. Este projeto tem tudo para dar certo apesar do número de divórcios e separações que atualmente presenciamos em nossa sociedade parecer mostrar o contrário.

Que vamos fazer para que este projeto de Deus dê certo?

Estamos, em nossa igreja, tendo uma oportunidade com os encontros de casais de melhorar  ainda mais bons casamentos;  “botar para ferver”  casamentos mornos; e reconstruir casamentos destruídos, com a ajuda do Senhor Jesus.

Teremos nesses eventos momentos de meditação, de oração, de lazer, de trocas de experiências, de curas e muitas surpresas. Como igreja inclusiva procuraremos tornar melhor ainda nossos relacionamentos, bem fazer novas amizades e fortalecer as antigas.

Seremos ministrados em diversos temas, por exemplo:

1-    Como podemos representar os papéis dados por Deus no nosso casamento?

2-    Conhecemos o amor de Deus e o refletimos para os nossos cônjuges?

3-    Entendemos a importância dos votos matrimoniais?

4-    Vícios e tentações estão pondo em risco nosso casamento?

5-    Precisamos pedir perdão por algo que atrapalha nosso casamento?

6-    Amamos nossos cônjuges incondicionalmente?

Desafiaremo-nos nesses encontros  “a amar primeiro, amor melhor, amar para toda a vida”.

Com carinho,
Rev. Pedro Neves
Rev. Pedro Neves

Palavra Pastoral

“Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder, porque Tu criastes todas as coisas, e por Tua vontade são e foram criadas”.
(Ap 4.11)

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A CRIAÇÃO: O HOMEM Continuando através de nosso boletim a reflexão sobre algumas doutrinas que consideramos fundamentais para o nosso viver cristão hoje comentaremos sobre a Criação. Para Alister McGrath a criação está relacionada à ordem cujo estabelecimento se dá pela ação de Deus no controle sobre o caos.  A natureza no contexto da Bíblia (Antigo Testamento) não é divina, pois Deus criou a lua, o sol, e as estrelas dEle destacados, apesar da adoração que lhes prestavam os antigos. Diversas abordagens foram feitas por filósofos e teólogos ao longo dos tempos. Para os gnósticos havia uma diferença entre o Deus que redimiu a humanidade e o deus (demiurgo – forma inferior de divindade) que criou o mundo. Outro debate se concentrou em torno da criação ex nihilo (a partir do nada). Para os gregos, Deus não criara o mundo, antes deveria ser considerado como arquiteto, responsável pela organização da matéria pré-existente. A matéria já se encontrava presente no universo e não precisou ser criada, mas apenas se lhe dar uma forma e estrutura definidas. Portanto, Deus era considerado como aquele que dera forma ao universo a partir de matéria já existente. (Platão)

Este entendimento não ficou restrito aos gregos. Antes foi incorporado por gnósticos, bem como por teólogos cristãos que diziam crer na preexistência da matéria, que teria sido transformada, assumindo a forma do universo atual. Ou seja, a criação não ocorreu ex nihilo, mas como uma atividade de construção à partir do que já existia. (Justino e Orígenes)

Já no final do século IV a maioria dos teólogos cristãos tinham rejeitado a abordagem de Platão e defendiam Deus como criador de todo o mundo, tanto o físico como o espiritual. Já no Concílio de Nicéia temos a declaração de fé no Deus criador do céu e da terra, nos domínios material e espiritual. Quando Deus cria o universo material e o universo físico Ele não só abrange a criação de corpos inanimados, mas também a dos corpos animados. Dentre estes, os homens são considerados como parte dessa criação. Entretanto, diferentemente do que a teoria da Evolução ensina não evoluímos para sermos humanos, mas fomos criados por Deus como seres humanos, homo sapiens.  Baseados no fato de que somos a coroa da criação de Deus cremos que:

1 – Há distinção entre Deus e sua criação.

2 – O Criador não se confunde com a criação.

3 – Fomos criados à imagem e semelhança de Deus.

4 – Fomos criados deliberadamente e não acidentalmente.

5 – Fomos criados por um Deus pessoal, inicialmente um só indivíduo.

6 – Somos composição de matéria física usada por Deus na feitura do Universo.

7 – Deus, o oleiro, nos criou do pó da terra e soprou em nós o fôlego de vida.

8 – Adão e Eva são personagens históricos e não mitológicos, uma vez que sua genealogia se estende até Cristo.

9 – Não nos originamos de um processo evolutivo aleatório, mas de um ato consciente e proposital de Deus.

10 – Fomos criados com a finalidade de adorar, louvar e glorificar a Deus.

11 – Fomos criados para amar a Deus sobre todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos.

12 – O homem após a queda deixou de refletir a glória de Deus, precisando, portanto, de restauração.

Portanto, queridos criados à imagem e semelhança de Deus nos esforcemos para refletir a glória que Ele, através de seu Santo Filho, nos permitiu alcançar.

Com carinho,
Rev. Pedro Neves
Rev. Pedro Neves

Palavra Pastoral

“Respondeu José a seu pai: São meus filhos, que Deus me deu aqui. Faze-os chegar a mim, disse Jacó, para que eu os abençoe”
(Gn. 48:9).

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 por Rev. Kleber Fontes

Assumimos pela presença de Deus em nossas, atitudes que confirmam a importância dos nossos pais em nossas vidas. O versículo acima está inserido em um contexto sobre Jacó, pai de José do Egito, no exato momento em que o próprio José coloca diante de seu pai, seus filhos, para que ele os abençoasse.

Na mão direita a cabeça de Efraim, o mais novo, e na mão esquerda a cabeça de Manassés o primogênito. Assim abençoou Jacó seu filho e seus netos: Manasses e Efraim.

As palavras de bênçãos foram: ” O Deus cuja presença andaram meus pais, Abraão e Isaque. O Deus que me sustentou durante a minha vida até este dia, o anjo que me tem livrado de todo mal, abençoe estes rapazes; seja neles chamado o meu nome e o nome de meus pais; cresçam em multidão no meio da terra” (Gn. 48:15-16).

 Do mesmo jeito é o desejo de nosso Pai Eterno para conosco. Nossa vida tem a grande expectativa e esperança de que as bênçãos do Senhor nosso Deus e Pai sejam derramadas sobre nós e sejamos abençoados ricamente com todas as sortes de bênçãos espirituais (Ef. 1:3).

Assim como vimos José lançar seus filhos diante de seu pai Jacó e que por meio dele as bênçãos do nosso Deus e Pai foram lançadas sobre eles, as bênçãos para nós não são diferentes. Conforme (Gn. 49: 22-26) as bênçãos proféticas de Jacó são bem definidas sobre José e seus filhos. Temos que crer que estamos sob as mesmas bênçãos, pois tudo vem do mesmo Deus, ou então, estaremos sempre escravizados por nós mesmos, diante da imensidão do que é o objetivo de Deus Pai para todos os seus filhos.

RESTAURAR e RESGATAR o que estava perdido é a vontade de Deus-Pai para todos nós. Somos hoje e para sempre o resultado do Pai dos Céus, do ABA-PAI, que expressa o relacionamento íntimo entre Jesus e seu Pai.  Assim podemos eliminar as distâncias existentes entre nós e nosso Pai, onde ao O chamarmos de Paizinho, nos permite ficar mais perto do Deus criador de tudo que fez, sem alterar a resposta que vem dos céus para nossas vidas.

Portanto, sermos íntimos e irrestritamente unidos, pelo amor de Deus Pai para conosco, nos traz garantia neste mundo de grande falta de pai, proteção e amor para nossas vidas. 

Deus nos guarde e seja sempre o Único Pai.

Meus amados o texto acima é da autoria de nosso amado Rev. Kleber Fontes, pastor auxiliar de nossa Paróquia da Esperança.

Juntos desejamos a todos vocês queridos papais parespianos muitas bênçãos de nosso querido Papai do Céu.

Feliz Dia dos Pais.

Com carinho.

Rev. Pedro Neves
Rev. Pedro Neves

PALAVRA PASTORAL

Eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Auxiliador, outro Consolador, o Espírito da verdade, para ficar com vocês para sempre. O mundo não pode receber esse Espírito porque não o pode ver, nem conhecer. Mas vocês o conhecem porque ele está com vocês e viverá em vocês. (João 14.16)

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ESPÍRITO SANTO: DIVINO CONSOLADOR

Continuando através de nosso boletim a reflexão sobre algumas doutrinas que consideramos fundamentais para o nosso viver cristão.
Hoje comentaremos sobre o nosso Divino Consolador: o Espírito Santo.

Quando os discípulos perceberam que logo deixariam o convívio com o amado mestre Jesus ficaram entristecidos porque se sentiram desprotegidos. E agora? Perguntavam uns aos outros para onde iremos se só Ele tem a palavra da vida eterna, a palavra que nos conforta e dá vida.

Perder a convivência diária com um super homem que solucionava tudo num simples “estalar de dedos” e passar a viver novamente suas vidinhas lhes parecia terrível. Perder o contato do amigo que curava leprosos, dava vista aos cegos, fazia paralíticos andarem, com uns poucos pães e peixinhos alimentava multidões, ressuscitava mortos com seu simples falar e com grande poder acalmava tempestades lhes era muito penoso.

E o que dizer de, num tempo de brutalidades, injustiças e violência, perder um Senhor que falava de amor, de fraternidade, de compaixão, de socorro, de cuidados com as viúvas, os pobres e os órfãos e, de um novo reino de justiça e paz que seria implantado por ele na terra.

Por tudo isto, ouvir Jesus dizer que estava indo embora foi motivo de muita dor e tristezas para os seus discípulos. Mas, Jesus os consola dizendo que pediria ao Pai, e Ele enviaria outro Consolador para estar para sempre com eles e complementa, portanto, não se turbem e nem se perturbem, só creiam.

E Ele enviou mesmo outro Consolador para estar com os discípulos. Teria este Consolador as mesmas características de Jesus? Exceto por não estar encarnado o Espírito Santo:

1-    Como Jesus, é Deus (At 5.3-4), Senhor (2 Co 3.18), Eterno (Hb 9.14), Onipresente (Sl 139.7-12), Onisciente (1 Co 2.10), e Onipotente (Lc 1.35).

2-    Como Jesus, é Um com o Pai, de acordo com a bênção apostólica (2 Co 13.13) e a fórmula batismal (Mt 28.19).

3-    Como Jesus, é dado a cada verdadeiro filho de Deus e com ele vem habitar como num templo (Rm 8.9, 1 Co 6.19).

4-    Como Jesus, é fonte de água viva (Jo 3.8) e rio transbordante (Jo 7.38-39).

5-    Como Jesus, é uma pessoa que fala (1 Tm 4.1, Ap 2.7); ouve (Jo 16.13); se entristece (Ef 4.30); ama (Rm 15.30); tem vontade própria (1 Co 2.11); ensina (Jo 14.26); testifica (Jo !5.26); intercede (Rm 8.27); conhece (1 Co 2.11); convence (Jo 16.8); guia (Jo 16.13); e revela (1 Co 2.10).

6-    Como Jesus, é guia em toda a verdade (Jo 16.13).

7-    Como Jesus Ele é o Advogado (1 Jo 2.1), que é a mesma palavra grega para Consolador, para que se nele andarmos termos plenitude de poder, amor e alegria (Gl 5.16-22)

Amados é o Espírito Santo que convence o homem do pecado de não crermos em Jesus, da aceitação do penhor do sangue de Jesus para a nossa justiça  e do juízo futuro para a definição do destino de cada um de nós.

Portanto, queridos adoremos a Deus, a Jesus Cristo e ao Espírito Santo, Trindade Eterna maravilhosa e indissociável.

Com carinho,
Rev. Pedro Neves
Rev. Pedro Neves

Palavra Pastoral

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.
Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado”.
(Mc 16.15-16)

A MISSÃO DA IGREJA (Parte 2)

A Jornada Mundial para a Juventude (JMJ) está acabando. O papa Francisco está nos deixando com seu carisma, sua simplicidade e sua cordialidade. Entre nós esteve desde 23 de julho de 2013. Apesar dos incidentes, normais em quaisquer eventos de grande porte, a jornada foi um sucesso, pelos menos em termos de mídia, aproveitamento político, sublimação dos nossos problemas.

E em termos de cumprimento da missão da igreja?

Como nós protestantes, episcopais, carismáticos, reformados e evangélicos podemos avaliar o evento? Podemos analisar que houve algum ganho para o evangelho no Brasil com a JMJ? Ou, será que a jornada foi apenas um evento histórico para o nosso país? Ou, será significou mais do que isto?

Estávamos assistindo o jornal televisado de uma grande emissora nacional e nos surpreendemos com a reportagem sobre o namoro santo praticado por jovens romanistas. Nossa surpresa não foi por entender que isto não deveria ser assim, porque assim a Bíblia ensina, mas por perceber que um movimento silencioso ganha voz e vez pela presença do Papa.

Afinal este movimento não é novo. Os jovens evangélicos que durante tanto tempo assim procederam foram taxados de caretas, de atrasados, de paranoicos, de carolas, enfim de tudo o que se pode ofender uma pessoa quando dela discordamos e, não aceitamos e não obedecemos as ordenanças da Bíblia Sagrada.

Ouvindo os jovens pertencentes ao movimento “namoro santo” fomos transportados para a saudosa cidade de Curitiba, nos idos de setenta, quando éramos membros da Igreja Evangélica Assembléia de Deus e tivemos contato com o livro “Mais puro que o diamante”, de J. C. Ferrières. O livro ensinava a necessidade de sermos castos e santos em nossos namoros e noivados.

A juventude romanista não sabia disso àquela época? Será que somente agora, quarenta anos depois, a presença da Papa fez esse resgate bíblico? Sua afirmação, citada no boletim da semana passada por nós, enfatiza o ensino bíblico de que sexo fora do casamento não é certo. Logo este parece ser um ensino antigo da igreja.

O que os jovens declaram nas suas entrevistas não tem nada a ver com o que muitos clérigos romanos e protestantes hoje aceitam. Para nos adaptarmos a novos tempos e enchermos nossos templos, aceitamos muita coisa ainda que ela contrarie a Palavra de Deus, quando não, fazemos uma exegese e uma hermenêutica das escrituras que desajusta o que foi ajustado por Deus na sua divina revelação.

Qual a consequência dessa consciência dos jovens?

Logo eles estarão casados e buscarão ser fiéis no casamento. Demonstrarão com exemplos pessoais a seus filhos que os casados devem ser fiéis no relacionamento, pois adultério é pecado e que quem os comete não está obedecendo a Deus. Ensinarão o namoro santo a seus filhos dizendo que se são tão bem casados é porque souberem esperar pela hora certa de consumarem o casamento.

Outro aspecto da conscientização dos jovens romanistas é que eles estão empenhados em partilhar a Palavra de Deus, orar juntos e obedecer aos mandamentos da Bíblia Sagrada. Reconhecem a Deus como “nosso pilar maior” e estão buscando as coisas lá do alto.

Só por isto nos damos por satisfeitos pela visita do Papa. Como escrevemos no boletim da semana passada a leitura bíblica, o compartilhamento da meditação, e a oração mudarão completamente, temos certeza, a igreja romana jovem do Brasil.

Oremos amados para que pelos seus caminhos o Senhor levante a Segunda Testemunha do Apocalipse para o enfrentamento dos problemas brasileiros de modo digno e bíblico.

À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo a Palavra de Deus é porque não há luz neles.

Com carinho,
Rev. Pedro Neves
Rev. Pedro Neves

Palavra Pastoral

E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo e ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.
(Mt 28.18-20)

A MISSÃO DA IGREJA (Parte 1)

Estamos nos aproximando de um evento histórico para o nosso país, a Jornada Mundial para a Juventude, a ser realizada entre os dias 23 e 28 de julho de 2013. São esperados dois milhões de fiéis na capital fluminense, a cidade do Rio de Janeiro.  Aproximadamente 800 mil são de origem estrangeira. Mais de 200 países estarão representados.

O que é a Jornada Mundial da Juventude?

Segundo o site http://www.rio2013.com/pt/tire-suas-duvidas/conheca-a-jmj ela é “mais que um encontro que reúne milhares ou mesmo milhões de jovens. A Jornada Mundial da Juventude dá testemunho de uma Igreja viva e em constante renovação. São eles, os jovens, os protagonistas desse grande encontro de fé, esperança e unidade. Ela tem como objetivo principal dar a conhecer a todos os jovens do mundo a mensagem de Cristo, mas é verdade também que, através deles, o ‘rosto’ jovem de Cristo se mostra ao mundo.”

Segundo a Wikipédia a “Jornada Mundial da Juventude é” um evento religioso criado pelo Papa João Paulo II em 1984, que consiste na reunião de milhões de pessoas católicas, sobretudo jovens. O evento é celebrado a cada dois ou três anos, numa cidade escolhida para celebrar a grande jornada em que participam pessoas do mundo inteiro. Nos anos intermédios, as Jornadas são vividas localmente, no Domingo de Ramos, pelas dioceses ao redor do mundo. Para cada Jornada, o Papa sugere um tema. Durante as JMJ, acontecem eventos como catequeses, adorações, missas, momentos de oração, palestras, partilhas e shows. Tudo isso em diversas línguas. Em sua última edição, em Madrid em 2011, reuniu cerca de três milhões de jovens. Apesar de ser proposta pela Igreja Católica, é um convite a todos os jovens do mundo. Para João Paulo II, “… a esperança de um mundo melhor está numa juventude sadia, com valores, responsável e, acima de tudo, voltada para Deus e para o próximo.”

            Nossa país está precisando de um choque bíblico-teológico. Esperamos ouvir do Sumo Pontífice mensagens como as publicadas na edição 2316, ano 46,  n° 15, do dia 10 de abril de 2013 da revista Veja. Nela Jorge Bergoglio, então arcebispo de Buenos Aires, hoje Papa Francisco trava um diálogo com o rabino Abraham Skorka sobre vários assuntos que incomodam a igreja como ateísmo, celibato, homosexualidade, aborto e divórcio.

            Sobre o ateísmo segundo a referida revista o Papa Francisco assim se expressa: “Temos que ser coerentes com a mensagem da Bíblia: todo homem é imagem de Deus, seja crente ou não. Por essa única razão, ele conta com uma série de virtudes, qualidades e grandezas. E caso tenha baixezas, como eu também as tenho, podemos compartilhá-las para nos ajudar mutuamente a superá-las.”

Sobre o celibato segundo a referida revista o Papa Francisco assim se expressa: “É uma questão de disciplina, não de fé. Isso pode mudar. Pessoalmente, nunca passou por minha cabeça me casar. Mas há casos. Veja …”

Sobre a fornicação segundo a referida revista o Papa Francisco assim se expressa: “Se um deles (padres) vem e me diz que engravidou uma mulher, eu o escuto, procuro fazer com que tenha paz e, pouco a pouco, faço-o perceber que o direito natural é anterior a seu direito como padre. Portanto, ele tem de deixar o ministério e assumir esse filho, mesmo que decida não se casar com essa mulher. Porque, assim como essa criança tem direito a ter uma mãe, tem direito a ter o rosto de um pai. Eu me comprometo a cuidar de toda a papelada em Roma, mas ele deve deixar tudo. Agora se um padre me diz que se entusiasmou, que teve um deslize, eu o ajudo a se corrigir. Alguns padres se corrigem, outros não. Alguns lamentavelmente, nem contam ao bispo. … a vida dupla não nos faz bem, não gosto disso, significa substanciar a falsidade. Às vezes lhes digo:”se não puder superar isso, decida-se.” O grifo é nosso.

Sobre o aborto segundo a referida revista o Papa Francisco assim se expressa: “O problema do aborto é de natureza pré-religiosa, porque, no momento da concepção, está ali o código genético da pessoa. Ali já há um ser humano. Separo o tema do aborto de qualquer concepção religiosa. É um problema científico. Não deixar avançar o desenvolvimento de um ente que tem todo o código genético de um ser humano não é ético. O direito à vida é o primeiro dos direitos humanos. Abortar é matar quem não pode se defender.”

Sobre sexo fora do casamento segundo a referida revista o Papa Francisco assim se expressa:”Hoje coabitar antes de se casar, embora não seja correto do ponto de vista religioso, não tem o peso pejorativo de cinquenta anos atrás. É um fato sociológico, que certamente não tem a plenitude nem a grandeza do casamento, que é um valor milenar que merece ser defendido.”

Sobre a união homosexual segundo a referida revista Skorka assim se expressa: “… A lei judaica proíbe relaçoes entre homens. Estritamente, o que diz a Bíblia é que os homens devem ter relações no estilo que homens tem com mulheres. Disso se deduz toda uma postura. O ideal do ser humano, desde o Gênesis, é unir um homem e uma mulher. A lei judaica é clara: não pode haver homosexualidade … Ratificando o que diz Skorka, o Papa Francisco se expressa: “Penso exatamente a mesma coisa. Para defini-lo, eu utilizaria a expressão “retrocesso antropológico”, porque seria debilitar uma instituição milenar criada de acordo com a natureza e a antropologia. … Para nós também é importante o que o senhor acaba de apontar, a base do direito natural que aparece na Bíblia, que fala da união do homem e da mulher. Sempre houve homosexuais. A ilha de Lesbos era conhecida porque ali viviam mulheres homosexuais. Mas nunca ocorreu na história que se tentasse dar a essa relação o mesmo status do casamento. Era tolerada ou não, admirada ou não, mas nunca equiparada.”

Sobre o divórcio segundo a referida revista o Papa Francisco assim se expressa: “O tema divórcio é diferente do casamento de pessoas do mesmo sexo. A Igreja sempre repudiou a lei do Divórcio Vincular, mas é verdade que há antecedentes antropológicos diferentes nesse caso. Nessa oportunidade, nos anos 1980, deu-se um debate mais religioso, porque o casamento até que a morte os separe é um valor muito forte no catolicismo. Hoje, entretanto, na doutrina católica recordamos a fiéis divorciados e casados de novo que não estão excomungados – embora vivam à margem daquilo que a indissolubilidade matrimonial e o sacramento do casamento exigem -, e lhes pedimos que se integrem à vida paroquial.”

O que dizer, como protestantes ou evangélicos, se isso for ensinado aos nossos jovens pelo papa Francisco na Jornada do Rio de Janeiro? A igreja estará cumprindo sua missão na Terra. Ela estará cumprindo a ordem de Jesus de Nazaré: Ide, fazei discípulos, batizai-os, e ensinai-os em toda verdade.

Falta alguma coisa? Com certeza, sim.

Esperamos que o papa Francisco fale muito de Nosso Senhor Jesus Cristo para os jovens brasileiros, o único mediador entre Deus e os homens, utilizando a Bíblia Sagrada que ele cita sempre, para que ouvindo falar de Jesus nosso povo receba a salvação que vem de Cristo para suas vidas. Esperamos que após essa jornada nossos jovens passem a ler a Bíblia cotidianamente e façam dela sua regra de fé e prática, para termos bons cristãos e um país melhor.

Como igreja do Senhor vamos orar para que a outra Fiel Testemunha se renove e se renda totalmente aos pés de Jesus para resistir as investidas inteligentes de satanás.

À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo a Palavra de Deus é porque não há luz neles.

Com carinho
Rev. Pedro Neves
Rev. Pedro Neves